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terça-feira, 28 de junho de 2016

Valesca relembra preconceito em loja: 'Não me atenderam achando que não tinha dinheiro'.

A cantora Valesca Popozuda (Foto: Divulgação)

Em entrevista exclusiva à Marie Claire, a 

cantora ressalta sua luta pela igualdade entre

homens e mulheres, relembra preconceito

contra funkeiros e fala da criação do filho,

Pablo Gomez.  (VEJA FOTOS E+)De origem humilde, Valesca

Popozuda é uma das principais funkeiras a usar o sucesso na música

em defesa do empoderamento feminino.

Suas canções valorizam a liberdade sexual feminina e defendem o

direito de escolha da mulher sobre o próprio destino. "Desde pequena

sempre fui do time 'meninas tem que defender meninas'. E quando

cresci, entendi tudo isso muito melhor."

A conscientização de Valesca em relação ao feminismo se aprofundou

após presenciar, na infância, sua mãe ser vítima de violência doméstica. 

"Cresci pronta pra defender qualquer mulher de qualquer agressão".

A funkeira encara de frente não somente o machismo, mas também 

preconceito de classe. "Já entrei em loja de grife e não vieram me 

atender achando que eu não tinha dinheiro pra comprar. Isso não me 

abalou". Em entrevista à Marie Claire, a artista reitera sua luta por um 

mundo mais igualitário, fala da criação do filho e garante: “na minha

vida, mando eu!”

Marie Claire – Quando começou seu interesse por temas como feminismo e empoderamento feminino?
Valesca – Desde pequena sempre fui do time “meninas tem que defender meninas”. E quando cresci, entendi tudo isso muito melhor. Na época da Gaiola (das Popozudas), comecei a me dar conta que  eu poderia me expressar melhor sobre o assunto. E foi assim: tempos depois minha voz ganhou mais espaço e pude falar e defender minhas ideias e valores.
MC – Na sua opinião, funk e feminismo combinam?MC – Por que você acha que virou uma referência nesse assunto?
VP - Acredito que por encarar de frente os temas e não fugir de nenhuma critica a respeito. Falo mesmo quando acho que devo.
VP – Claro que combinam. Dão super certo. Acredito que pelo funk retratar muito a realidade das coisas, as letras acabam tendo forte influência na mídia.
Valesca Popozuda defende o empoderamento da mulher (Foto: Divulgação)MC - Por que você acha que coisas ruins são atribuídas ao funk sempre que um caso de violência em comunidade ganha os noticiários?
VP – Toda periferia tem de tudo: sexo, drogas, violência e injustiças. O funk retrata toda essa realidade e isso incomoda bastante. Mas não dá para justificar com o funk tudo de ruim que acontece nesses lugares.
MC – Você já se sentiu desrespeitada, humilhada ou diminuída?
VP – Já sim. Muitas vezes. As pessoas ainda têm preconceito ao ver uma mulher que veio da favela e ainda por cima cantora de funk. Já entrei em loja de grife e não vieram me atender achando que eu não tinha dinheiro pra comprar. Isso não me abalou. Fui embora e fiz compras na concorrente.
MC – O que a mulheres podem fazer para diminuir cada vez mais a desigualdade entre sexos?MC - Quais características são importantes para a mulher numa sociedade como a nossa?
VP – Em primeiro lugar, ser autêntica. Tem que saber se impor quando preciso, mostrar para que veio ao mundo e nunca abaixar a cabeça em nenhuma situação. Para ninguém.
VP - Mostrar sua capacidade para cumprir os desafios da vida, lutar pelos próprios direitos, não perder a dignidade em hipótese alguma e jamais desistir de seus sonhos e objetivos. 
MC - Que atitudes você tem ou toma no seu dia a dia que são consideradas feministas?
VP – Não vivo à sombra de homem nenhum e procuro ser eu mesma. Na minha vida mando eu!
MC - Você tem um filho homem adolescente. Que tipos de conselhos você costuma dar para ele em relação às mulheres?
VP – Sempre aconselho e peço a ele que respeite homens e mulheres. Explico sempre que ele tem que valorizar as mulheres desde cedo. Acho que estou fazendo um bom trabalho.

MC - Você já presenciou alguma cena com uma mulher sendo desrespeita ou sofrendo qualquer tipo de violência?
VP - Já sim. Vivi isso com minha mãe. Cresci assistindo minha mãe ser humilhada pelo companheiro dela. Cresci pronta pra defender qualquer mulher de qualquer agressão.
MC - Você acha que a luta pela igualdade de gênero ainda é longa ou as mulheres podem ter esperanças de um futuro próximo viver de verdade numa sociedade igualitária?
VP – Estamos aos poucos conseguindo alcançar uma sociedade melhor. Acredito que estamos perto desse debate ser bem aberto e discutido na mesa do jantar! Isso vai mudar!
FONTE: MARIECLAIRE
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