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terça-feira, 14 de junho de 2016

Jovem é abusada dentro de carro e polícia apura novo estupro coletivo.

Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí (Foto: Ellyo Teixeira/G1)Segundo delegada, vítima tem 21 anos; este é o quarto caso em um ano. Caso ocorreu na cidade de Sigefredo Pacheco, Norte do Piauí. A Polícia Civil do Piauí está investigando mais um estupro coletivo, dessa vez, ocorrido na cidade de Sigefredo Pacheco, Norte do estado. (VEJA FOTOS E +)



O caso veio à tona após um vídeo e fotos circularem pelas redes sociais. As imagens, segundo a polícia, mostram quatro rapazes e uma mulher desacordada dentro de um carro. A vítima é uma jovem de 21 anos. Este é o quarto estupro coletivo registrado no Piauí em um ano.

De acordo com a delegada Anamelka Cadena , do Núcleo de Feminicídio do Piauí, a jovem será ouvida ainda na manhã desta terça-feira (14), na sede da Delegacia Geral, em Teresina. “Ainda temos poucas informações sobre mais este caso de estupro coletivo que aconteceu no Piauí. A vítima é uma moça de 21 anos de idade e foi violentada dentro de um carro. Ela já está em Teresina fazendo os procedimentos necessários e irei fazer a coleta do depoimento”, disse a delegada.

A vítima realizou exames no Serviço de Atendimento à Mulher Vítima de Violência (Sanvis) da Maternidade Dona Evangelina Rosa e foi encaminhada ao Instituto Natan Portela para tomar um coquetel de medicamentos que evita a contaminação por doenças sexualmente transmissíveis.

Este é o quarto caso de estupro coletivo registrado no Piauí em um ano. O fato mais recente ocorreu em Pajeú do Piauí na terça-feira (7). Uma menina de 14 anos foi violentada sexualmente por quatro rapazes, sendo três adolescentes e um maior de idade. A mãe da vítima chegou a flagrar o estupro que ocorreu no banheiro de um ginásio poliesportivo.

No dia 20 de maio deste ano, uma garota de 17 anos foi encontrada desacordada e amarrada com uma de suas peças de roupa em Bom Jesus, Sul do estado. Quatro adolescentes e um jovem de 18 anos são investigados por suspeita de estuprar a moça.

Em maio do ano passado, quatro adolescentes com idades entre 15 e 17 anos foram brutalmente agredidas, estupradas e arremessadas do alto de um penhasco na cidade de Castelo do Piauí. Quatro menores foram apreendidos e um maior de idade preso suspeito de participação no crime.

Protocolo de atendimento
A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Piauí informou na segunda-feira (13) que será construído um protocolo específico para atendimento às vítimas de estupro. A metodologia será única no Brasil, diante dos inúmeros casos que tem surgido no estado.
O Piauí conta atualmente com nove delegacias da mulher, sendo três unidades em Teresina e as demais em Bom Jesus, Floriano, Parnaíba, Picos, Piripiri e São Raimundo Nonato.
Eugênia Villa está a frent de elaboração do protocolo  (Foto: Beto Marques/G1)Eugênia Villa está a frent de elaboração do protocolo
(Foto: Beto Marques/G1)
De com a diretora de Gestão Interna da Secretaria de Segurança Pública, Eugênia Villa, o protocolo qualificado soma diversas informações e se adequará a realidade dos municípios piauienses. Num prazo de sete dias, as nove delegacias devem apresentar relatórios preliminares que retratem a realidade de cada região.
“A mulher vítima de violência sexual tem que ter um  tratamento especial. Além do trauma psicológico, a mulher precisa passar por um processo de profilaxia, ingerindo medicamentos que evitam a gravidez e combatem a possível infecção com doenças sexualmente transmissíveis, como a aids por exemplo. E o pior momento é quando ela vai à policia e revive tudo durante o depoimento. Nossa  intenção é criar um protocolo objetivo, que facilite o trabalho da policia e aprimore o atendimento a essas mulheres", falou Eugênia Vila.
"Desde a entrada desta ocorrência na delegacia já deve ser qualificado na perspectiva de gênero. Queremos que estas ocorrências tenham um tratamento diferenciado de uma questão de roubo, furto, pois envolve aspectos que serão estudados, como a dominação masculina. São categorias que extravasam a dominação policial, mas que é preciso ser reconhecidas”, completou.
FONTE: Beto Marques e Patrícia Andrade-G1PI
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