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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Conheça a oficial da Marinha que de machão se tornou uma mulher.

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Identidade de gênero se refere ao gênero em
que a pessoa se identifica (se ela se identifica
como sendo um homem, uma mulher ou se ela
vê a si como fora do convencional). 
(VEJA FOTOS E +)



Sendo assim, menos compreendida,  pois é facilmente confundida com 
orientação sexual. Enquanto a orientação sexual se refere a quem nos relacionamos, a identidade de gênero faz referência a como nos 
reconhecemos dentro dos padrões de gênero estabelecidos socialmente.
Atualmente há casos famosos de transfobia – o ódio por transgêneros – espalhados pelo mundo, e na maioria dos casos, o que abre portas para
 o preconceito é a falta de informação. O Brasil é o lugar onde ocorrem 
mais assassinatos à transgêneros. Pensando nisso, é sempre bom 
mostrar o diferente, e mais que isso, mostrar que o diferente também 
pode e deve ser considerado normal e digno de respeito.
Com isso, descobrimos a história de Sona Averian, que foi batizada como Mattew. Sona decidiu que iria realizar seu sonho em 2012, quando começou os tratamentos necessários para se tornar fisicamente mulher. Começou 
perdendo 40 kg, fez terapia hormonal, colocou silicone e passou por 
vários procedimentos cirúrgicos para se adaptar ao restante das 
mudanças.

Em entrevista para o The Sun, Sona revelou: “Eu tinha uma ótima esposa
, uma filha linda e um trabalho bem remunerado”. O que a levou a mudar
 não só a aparência, mas seu comportamento e rotina. “Durante todos 
esses anos, eu estava vivendo uma mentira e percebi que estava na hora
 de ser verdadeira comigo mesma”. Esse foi o motivo pelo qual Sona foi 
atrás de sua própria identidade.
photoDesde os 7 anos, Sona já dava 
indícios de que não estava 
satisfeita com sua condição. Os 
sinais começaram quando ela 
percebeu que se sentia muito melhor quando vestia os 
vestidos de sua irmã, do que suas
 próprias roupas. Obviamente, 
Sona foi repreendida pelos pais por estar tendo um comportamento “inadequado”.  “Eu fiquei devastada e me senti muito envergonhada. 
Eu sabia que queria ser uma garota, mas a sociedade não permitiria isso”, desabafou.
As represálias que sofreu dos pais só fizeram com que Sona se sentisse 
pior. Pressionada, na adolescência tentou entrar no time de basquete da escola para se encaixar nos “padrões de garoto” exigidos por todos a sua volta. Além de se sentir extremamente mal por não poder ser quem queria, o (até então
) garoto comprava roupas femininas escondido dos pais, para que 
pudesse se trancar no quarto e ser quem gostaria de ser por alguns 
instantes.
Além de todo esse transtorno familiar e social, Sona também sofreu 
muito bullying no colégio. Os outros garotos achavam que ela tinha 
“trejeitos femininos” e não a deixavam participar das brincadeiras ou 
fazer parte dos grupos de estudo. Isso se deu até a fase adulta. 
Traumatizada, Sona buscou formas de se tornar mais masculina, foi aí 
então que se juntou à Marinha dos EUA: “Eu compensei o meu lado 
feminino me tornando mais e mais masculinizada”.
Afim de construir uma vida “normal” e longe de preconceitos, Sona fazia musculação 6 vezes por semana, e buscava ter uma aparência de “macho alfa”, como ela mesma definiu. Com isso, esperava que a vontade de se tornar 
mulher desaparecesse com o tempo. O que, claro, não aconteceu.
06121806565357Em 2005, Sona, (ainda Matthew), 
se casou com Lucy, uma 
neurologista. Afim de tentar 
amá-la e constituir uma família – 
mais uma tentativa frustrada de 
tentar se encaixar aos padrões – e se manter longe do preconceito das 
pessoas. Em 2010 o casal teve uma
 filha, o que para Mattew seria sua “salvação” definitiva. Acontece que, 
com o nascimento da criança, as coisas pioraram ainda mais:“Eu me perguntava como eu poderia ser um bom pai e ensinar minha filha sobre 
como aproveitar uma vida honesta e autêntica enquanto eu estava 
vivendo uma mentira”.
Em 2012, já desesperada com a situação, Sona enfim conseguiu coragem para contar à Lucy, até então sua esposa, o que estava acontecendo: “Nós conversamos a noite inteira e ambas choramos. Ao final da noite, Lucy 
prometeu me dar suporte durante a minha jornada” – quando essa decisão aconteceu, a filha do casal tinha apenas um ano e meio de idade.
A partir daí, tudo começou a mudar na vida de Sona: “Eu não queria que 
a mudança fosse muito drástica para a minha filha, então eu comecei me
 vestindo como mulher na parte de cima, depois fui deixando o cabelo 
crescer. Ela estava totalmente despreocupada e apenas contente porque
 seu papai estava feliz”.
Lucy e Sona se separam em 2013. Quando isso aconteceu, ela não estava mais na Marinha, e enfim estava se sentindo feliz e satisfeita consigo mesma. Sua jornada, no entanto, só será finalizada quando ela passar pela cirurgia 
de construção de canal vaginal.
Lucy, que ainda é amiga de Sona, diz que nunca a viu tão feliz. 
A libertação de sua ex é, para ela, um grande motivo de orgulho e 
felicidade, e a história de Sona é hoje um exemplo para tantas outras 
pessoas que ainda têm medo ou receio do olhar da sociedade e até 
mesmo dificuldades de autoaceitação. Que assim como Sona, todos possam ser felizes da maneira que acharem melhor.
FONTE: UPHUMOR

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