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sábado, 8 de outubro de 2011

Homem com câncer em estado terminal casa em hospital no DF.

José Antônio Escórcio ao lado da noiva, Marinalva dos Santos, com quem já vive há 21 anos; casou formalizou união nesta sexta-feira (7) em hospital de Brasília (Foto: Mariana Zoccoli/G1)Ele vivia com companheira há 21 anos; pedido aconteceu há 15 dias. Cerimônia foi agilizada devido ao estado de saúde do noivo, diz hospital.  Um paciente que tem câncer no pâncreas e está em estado terminal casou em um hospital do Distrito Federal nesta sexta-feira (7). A união de José Antônio Escórcio, 54 anos, e Marinalva dos Santos, 43, aconteceu na capela do Hospital de Apoio de Brasília, onde ele está internado desde o dia 21 de setembro. O pedido de casamento foi feito há 15 dias, no hospital.

Marinalva disse que não esperava que o companheiro a pedisse em casamento. “Foi tudo muito rápido”, explicou. A noiva contou que vive com Escórcio há 21 anos. Segundo ela, o casamento não formal não ocorreu em duas décadas de união porque o “tempo passou”.

“Começamos a sair três meses depois que nos conhecemos. Trabalhávamos juntos em uma casa onde ele era pedreiro. É claro que a iniciativa de convidar para sair foi dele. Depois começamos a morar juntos, os filhos nasceram e o tempo foi passando”, disse a noiva.

Começamos a sair três meses depois que nos conhecemos. Trabalhávamos juntos em uma casa onde ele era pedreiro. É claro que a iniciativa de convidar para sair foi dele. Depois começamos a morar juntos, os filhos nasceram e o tempo foi passando"
Marinalva dos Santos, que casou nesta sexta com o companheiro com quem vive há 21 anos e que sofre de câncer
Antes de retornar à ala dos pacientes terminais, Escórcio falou sobre a cerimônia e agradeceu pelo apoio dos funcionários do hospital. “Tenho que agradecer pelo momento em que estou aqui sentado nesta cadeira de rodas, mas espero que Deus vá tomar uma iniciativa, porque a gente passa por umas coisas que não esperamos. Enquanto pensamos que estamos passando mal, têm pessoas piores que a gente. Tenho que agradecer a todos que colaboraram com a festa”, disse.
O casal tem dois filhos, uma jovem de 20 anos e um adolescente de 14. O paciente tem outros três filhos de outros casamentos. A esposa afirmou que ele descobriu a doença há cerca de quatro meses, quando começou a sentir sintomas como azias e dores abdominais. Com a descoberta do câncer, Escórcio logo foi internado.

“Ele estava em outro hospital, mas há uma semana ele começou a piorar e foi transferido para este”, explicou Marinalva. Quando foi pedida em casamento, os servidores do local se mobilizaram para realizar o desejo do paciente.

A assistente social do hospital, Soraia Diniz, disse que o noivo está debilitado e com dificuldades de fala. Isso fez com que o casamento fosse agilizado.

“De uma semana para cá, o quadro evoluiu demais. A gente não tem controle nenhum sobre o câncer de pâncreas para estimar quanto tempo o paciente ainda tem, por isso houve a necessidade de agilizar todo o processo de união”, afirmou.

A juíza de paz Vera Shirley Ferreira celebrou a união dos noivos. Ela disse que é a terceira vez que realiza esse tipo de união. “Não tem como deixar de se emocionar. É um sonho que faz com que a gente encontre forças para realizar o que desejamos”, afirmou.

O casamento de Escórcio e Marinalva não é o primeiro a ser realizado no hospital. De acordo com o diretor do local, Alexandre Lyra, quatro outras uniões foram realizadas na capela do hospital. Ele disse que já é tradição tentar “humanizar” o atendimento no ambiente hospitalar.

“Não temos ambiente hospitalar aqui, mas sim familiar. Para nós é de grande importância que as pessoas tenham momento alegres, mesmo no momento triste que é a doença”, explicou Lyra.

O diretor disse ainda que realizar o desejo de Escórcio foi ainda mais importante pelo estado de saúde em que ele se encontra. “Ele já tem pouco tempo de vida e queria muito realizar a união antes de morrer. Tentamos agradar o máximo possível o paciente”, disse.

A filha do casal, Estela dos Santos, disse que ficou feliz com a união dos pais. “Vou ficar mais contente se eu puder casar e ter um sentimento tão verdadeiro, alegre como foram esses 21 anos de casamento da minha mãe e do meu pai. Estou muito satisfeita. A relação dos dois é muito boa, a gente se diverte muito”, contou.
  Fonte: G1-DF
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